Asas dos Sonhos

Junção de letras na expressividade dos sentimentos...

Diário
08/06/2006 15h35
ARREBOL
ARREBOL
Nadir A D'Onofrio

Extasiada pelo arrebol
vendo lágrimas corrente
na face do sol
Que...
Derreteu-se de paixão
ante a miragem
de uma deusa nua.

03/6/2006 20:30
Santos SP

Publicado por Nadir DOnofrio em 08/06/2006 às 15h35
 
08/06/2006 15h35
FUTURO
Imagem: http://noticias.terra.com.br/mundo/galerias/foto/0,,OI20867-EI2418,00.html
Japão, 04/08/2005 - Nesta foto divulgada pelo Exército americano, um cogumelo de devastação de 9 mil metros de altura provocando ventos de 640 a 970 km/h, espalhando material radioativo numa espessa nuvem de poeira, pode ser visualizado uma hora após a bomba nuclear ser detonada sobre Hiroshima




FUTURO

Na imaginação, traçamos como gostaríamos que fosse.
Seria bom, que pudesse haver um mundo de igualdades,
Guerras não houvesse, fome não existisse.
Doenças fossem lendas...
Que os seres humanos como tal se enxergassem.
No entanto a realidade do mundo é diferente
É poder, ganância, deslumbramento, prepotência.
Grandes potências, enriquecendo cada vez mais,
Fabricando, exportando armas,
Gás asfixiante, bombas bacteriológicas.
Explosões nucleares deixando seqüelas irreversíveis.
Experiências nucleares,
Alterando a genética dos seres.
Poluições das represas, rios, mares.
Devastação das florestas,
Animais sendo capturados,
Para satisfazer o ego daqueles que
Que se aprazem em tê-los em cativeiro.
Quiçá, o homem utilizasse o potencial que Deus lhe deu!
Em beneficio dos seus semelhantes.
Imaginar um futuro bom é fácil na poesia...
Só que a realidade é outra,
O que estamos fazendo com nosso planeta?
Por quanto tempo ainda teremos oxigênio?
O que restará dessa terra que outrora foi um paraíso?
Qual futuro será legado aos nossos descendentes?
Serão eles uma raça de pessoas sadias,
Vivendo o auge de uma civilização?


27/01/2005
SantosSP

Publicado por Nadir DOnofrio em 08/06/2006 às 15h35
 
20/05/2006 19h26
MAGIA DO ENTARDECER
Texto inspirado na imagem do fotógrafo Juan Fernando Molano Cambero

Imaginei que seria um entardecer diferente, só não me dei conta,
do que meus olhos presenciariam naquele momento.
Todos os dias, assisto à um novo espetáculo do nascer do sol e do ocaso, as imagens nunca se repetem!
Só que esse dia foi especial, parecia haver uma magia no ar.
O cheiro tornou-se repentinamente diferente, as nuvens foram ganhando matizes espetaculares, pintor algum conseguiria alcançar esse resultado.
Eu estava sentada em frente a duas grandes rochas.
Vieram, algumas aves e pousaram no topo dessas rochas, fixando meu olhar no sol, estremeci, foi um momento de pura magia da natureza.
A silhueta das rochas, contra a luz solar, projetavam a imagem de um casal, tive a nítida impressão de estar presenciando um idílio amoroso entre um rei e rainha.
A magia existiu por um breve momento, o sol rapidamente foi baixando na linha do horizonte e a imagem foi evanescendo.
Cheguei mesmo implorar, ao astro-rei, para não desaparecer, continuasse à brilhar mais um pouco, esqueci-me, porém que nosso planeta continuava à girar com toda velocidade, obedecendo a seu movimento de rotação.
Já saudosa desse instante, entendi, é preciso estar no lugar e na hora exata,
para captar imagens inéditas como essa!
Voltarei outras vezes, mas com certeza esse espetáculo, será difícil presenciar novamente...

20/05/2005
Santos SP

Publicado por Nadir DOnofrio em 20/05/2006 às 19h26
 
20/05/2006 19h15
REFLEXÃO
Imagem: http://www.athanazio.pro.br/?cat=7



Levei para minha mãe, as flores que ela tanto gostava.
Margaridas brancas, que contrastam com o negro granito da lápide fria.
Vida, evolução!
Uns partem cedo demais, enquanto outros, tardam para chegar...
Pergunto-me sempre, que tempo é esse?
Entendo, que meu tempo, não é o mesmo que o “SEU”!
Quisera poder entender, os mistérios que nos cercam, mas quem sou eu?
Pobre mortal tenho tanto para aprender...
Tento, procuro respostas, quem sabe assim possa compreender,
por quê nesse mundo eu vim?
E ainda permaneço aqui, se nada mais tenho à fazer.
Meus entes queridos se foram, resta-me mais o quê?
Somente continuar à viver...
Desempenhando o papel à mim destinado, até o dia de partir também.


09/05/2005
Santos 12:15

Publicado por Nadir DOnofrio em 20/05/2006 às 19h15
 
20/05/2006 19h06
FOLHAS DE OUTONO
Nostálgica estação do ano, com as tardes de temperatura amena,
a brisa que vem do mar, já soprando com maior intensidade.
Caminhando por esse logo jardim, perdida em meus pensamentos detenho-me por instantes, apreciando as folhas que se soltam ao sabor do vento.
Minha atenção, nesse momento é voltada para uma folha que está praticamente só em seu galho, as demais já haviam caído.
Fico intrigada ela balança, balança e não cai.
Num impulso me aproximo e balanço aquele galho.
Quero que ela se desprenda vou levá-la comigo, só que para minha surpresa, meu esforço de nada adiantou a folha não caiu.
Nova tentativa sem resultado satisfatório, sento-me na grama e penso ficarei esperando, todas já caíram e ela permanece ali, vai ter que se soltar aguardarei aqui!
Quando percebo o sol já se foi, a noite já está se fazendo presente, levanto-me e começo afastar-me do local.
Nisso parei e olhei para trás, foi nesse momento que vi a folha se soltar, não tive dúvidas voltei e a recolhi do chão.
Segurando-a entre minhas mãos, lembrei-me nesse momento a importância real da existência de cada ser.
O tempo certo que temos que esperar para amadurecer.
De nada adianta precipitarmos os fatos.
Eu mesma estive lá, forçando uma situação, balançando o galho da árvore e a despeito disso ela se manteve, no entanto quando eu pensei que ela não fosse mesmo cair, a folhinha soltou-se descendo, como que bailando feliz!
Satisfeita, por ter expirado seu tempo de permanência ali dependurada.
Ficou firme no galho enquanto o sol estava presente, parece até que queria lá se manter, como se estivesse de sentinela, prestando guarda para o astro-rei.
Foi somente no momento que ele deixou de brilhar, desceu na linha do horizonte que a folha, num último suspiro soltou-se, libertou-se.
Quisera eu poder chegar ao final da minha jornada, dessa mesma maneira!
Consciente e feliz por saber, que meu tempo havia terminado, mas que eu partiria, com a certeza de ter cumprido à contento, minha missão nesse planeta.
Olharia pela última vez o sol e agradeceria, por todos os dias que ele iluminou a minha vida.
Por tudo o que representou e contribuiu para minha existência sadia.
Enfim...morreria feliz...

14/04/2005

SantosSP

Publicado por Nadir DOnofrio em 20/05/2006 às 19h06

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Página atualizada em 10.10.08 20:05